Aqui você vai ver diversas peças publicitárias que por algum motivo foi contra às normas do CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), além de temas de discussão do meio de comunicação. E aqui você vai poder dar sua opinião, porque a liberdade de expressão é o que importa.
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Essa não é uma propaganda sustada, alterada ou arquivada por decisão do CONAR. Essa é a propaganda que escolhemos para demonstrar os votos da equipe Caiu no Conar. O filme “Palavras” do banco Bradesco traz os versos da última estrofe do poema “Receita de Ano Novo” de Carlos Drummond de Andrade e uma narração que vem acompanhada da música tema da marca. Veja abaixo: 

“Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo.
Eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.”


Anunciante: Fiat
Decisão: Sustação
Fundamentos: Artigos 1º, 3º, 6º e 50, letra “c” do Código e em seu Anexo “O”   Mês/Ano Julgamento: Fevereiro/2010 

Resumo: O Ministério Público do Paraná e três consumidores de São Paulo e Rio de Janeiro reclamaram ao Conar do comercial veiculado em TV pela Fiat. Segundo as queixas, o filme protagonizado pelo piloto Michael Schumarcher é inadequado por apresentar e incentivar o excesso de velocidade. Na denúncia, é enfatizado ainda o fato de a ultrapassagem apresentada na publicidade ser irregular, uma vez que é possível observar que ela ocorre em linha contínua, o que constitui grave infração de trânsito.

A defesa esclarece que o comercial foi gravado na Suíça, tendo sido respeitados os limites máximos de velocidade local e demais regras de trânsito. Explica que a ultrapassagem ocorre a sessenta quilômetros por hora - como mostra o velocímetro - e que, ao contrário do afirmado na denúncia, a estrada apresenta linha dupla contínua/seccionada.

O relator do recurso ordinário confirmou a decisão de primeira instância, recomendando a sustação do comercial. 

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Autor(a): Conar, mediante queixa de consumidores
Anunciante: Wizard
Decisão: Alteração 
Fundamentos: Artigos 1º, 3º, 23, 27 e 50, letra “b” do Código

Mês/Ano Julgamento: Setembro/2012 
Resumo: Consumidora carioca queixa-se de anúncio em TV da escola de idiomas Wizard. Na peça é prometida uma caneta capaz de traduzir textos, como brinde à matrícula. No entanto, ao requisitá-lo referente à matrícula de sua filha, a consumidora foi informada que não estava disponível e, mais tarde, que era necessário pagar R$ 220 por ela.
Em sua defesa, a anunciante informa que a consumidora fez a sua matrícula fora do prazo de validade da oferta. Além disso, esclarece a defesa, o regulamento da promoção não estende a concessão do brinde a menor de idade. Em primeira instância, por maioria de votos, o Conselho de Ética deliberou por recomendar a sustação do anúncio. Houve recurso por parte da anunciante. Por unanimidade, a Câmara revisora deliberou pela alteração, de forma a esclarecer melhor os contornos da oferta.

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Anunciante: Cacau Show

Agência: In Rio

Decisão: Alteração

Fundamentos: Artigos 1º, 3º, 6º, 37 e 50, letra “b” do Código e seu Anexo H

Resumo: A direção do Conar questiona se há apelo imperativo de consumo nas frases “Pelúcias com sons de bicho para você colecionar e brincar…” e ” a cada R$ 20 em compras, com mais R$ 14,90 você leva…”, que constam de anúncio em revista e filme para TV da Cacau Show. O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária veda o uso de apelos imperativos de consumo em toda e qualquer peça publicitária destinada ao público infantil e adolescente.

Em sua defesa, a Cacau Show nega o caráter impositivo das frases, entre outros argumentos. A relatora não os aceitou e considerou haver risco de indução ao consumo excessivo. Por isso, propôs a alteração das peças, voto aceito por unanimidade.

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Anunciante:  Danone 

Agência: Young&Rubicam
Decisão: Arquivamento
Fundamentos: Artigo 27, nº 1, letra “a” do Rice

Mês/Ano Julgamento: Julho/2011

Resumo: Consumidores de São Caetano do Sul e Navegantes (SC) temem que filme para TV do iogurte estimule seu consumo por crianças de qualquer idade quando, no próprio filme, há lettering - que eles consideraram insuficiente - avisando que há recomendação de consumo apenas para crianças com mais de quatro anos.

O relator aceitou os termos da defesa enviada por anunciante e agência, julgando os avisos suficientes. Ele recomendou o arquivamento da representação, voto aceito por unanimidade.

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Anunciante: Ambev

Agência: Africa

Decisão: Arquivamento

Fundamentos: Artigo 27, nº 1, letra “a” do Rice

Mês/Ano Julgamento: Outubro/2011

Resumo: Filme para TV da cerveja Brahma mostra uma “disputa” entre as pretensas vantagens de se acompanhar um jogo de futebol no bar ou em casa.

Uma consumidora e um consumidor, ambos de Carapicuíba (SP), consideram que o filme estimula pais de família a ficar distantes de casa e até à infidelidade, ao mostrar, entre outras cenas, a esposa roncando no sofá de casa enquanto as garotas do bar são lindas e participantes. O filme é encerrado com um placar de 5 x 0 em favor do bar.

No ponto de vista de AmBev e Africa, o filme apenas enfatiza que as pessoas podem comemorar num bar com mais entusiasmo, e os denunciantes teriam assumido postura “demasiado crítica” contra a publicidade.

O relator concordou com essa interpretação e propôs o arquivamento da representação, voto aceito por unanimidade.

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Anunciante: Unilever Brasil

Agência: Borghierh Lowe

Decisão: Arquivamento

Fundamentos: Artigo 27, nº 1, letra “a” do Rice

Mês/Ano Julgamento: Julho/2012

Resumo: Consumidores questionaram a respeitabilidade à fé cristã em filme para TV do desodorante e perfume para o corpo Axe. O filme mostra um homem construindo uma arca. Após aspergir o desodorante no próprio corpo, dezenas de jovens mulheres passam a se dirigir à arca. As queixas vieram do Recife (PE), Itajaí (SC), Contagem e Lavras (MG), Maricá (RJ), Curitiba (PR), Salvador (BA) e Castanhal (PA).

Em sua defesa, a anunciante argumenta que a referência à história bíblica da arca de Noé foi apenas um recurso criativo, apoiado no humor, sem qualquer intenção de desrespeito à fé religiosa.

O relator considerou que a Unilever, ainda que não tenha respondido objetivamente às críticas formuladas, não incorreu em ofensa à fé religiosa. Por isso, propôs o arquivamento, voto aceito por unanimidade.

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Anunciante: Red Bull

Agência: Loducca

Decisão: Sustação

Fundamentos: Artigos 1º, 3º, 19 e 50, letra “c” do Código

Mês/Ano Julgamento: Março/2012

Resumo: O Conar recebeu cerca de duzentas reclamações de consumidores de todo o país contra filme para TV de Red Bull, em que, numa animação, Jesus é mostrado andando sobre as águas. Os consumidores acusam desrespeito para com a fé cristã. Já anunciante e agência alegam em sua defesa flagrante bom humor, comum às campanhas do produto.

A relatora propôs a alteração do anúncio, considerando que ele fere itens do Código que se referem à responsabilidade junto ao consumidor, à falta de consonância com parâmetros da cultura nacional e à possibilidade de ofensa religiosa. Levado a votos, a decisão foi mudada para sustação, pois os conselheiros presentes não viram como o fato de alterar o filme poderia eliminar as infrações éticas. A decisão foi tomada por maioria de votos.

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Anunciante: São Paulo Alpargatas

Resumo: Agência: AlmapBBDO

Decisão: Alteração

Fundamento: Artigos 1º., 3º., 6º., 19, 22 e 37 e 50 letra “b” do Código

Mês/Ano Julgamento: Novembro/2009

Resumo: Dezenas de consumidores de diversos estados brasileiros reclamaram ao Conar do comercial ” Havaianas - Avó”, veiculado em TV sob a responsabilidade da São Paulo Alpargatas. Em síntese, as queixas fazem referência ao fato de a avó estimular a neta à prática de ato sexual sem compromisso e sem a menção da segurança necessária. Segundo a denúncia, o comercial seria inadequado por constituir apelo excessivamente malicioso e contrário aos valores sócio-educativos.

Por maioria, o Conselho de Ética acatou o voto do relator pela alteração no horário de veiculação do comercial, que deve restringir-se a programação adulta.

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Anunciante: Habib’s

Decisão: Alteração

Fundamentos: Artigos 1º, 3º, 6º, 37 e 50, letra “b” do Código

Mês/Ano Julgamento: Setembro/2012

Resumo: Consumidora de São Paulo (SP) questiona se há apelo imperativo de consumo dirigido a menores de idade e sugestão de consumo vocalizado por adolescentes em filme para TV do Habib?s. Em sua defesa, o anunciante argumenta que não há apelos de consumo no filme, apenas demonstração do brinde oferecido. 

O relator propôs a alteração por considerar flagrante no filme a vocalização de apelo de consumo por menores. Seu voto foi aceito por unanimidade. 

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Essa realmente é uma atitude questionável, assim como a propaganda “Sem papel”. Acreditamos que não tem uma boa justificativa para o arquivamento. E vocês, o que acham?

Anunciante: Banco Itaú

Agência: África

Decisão: Arquivamento

Fundamentos: Artigo 27, nº 1, letra “a” do Rice

Mês/Ano Julgamento: Setembro/2012

Resumo: O Conar recebeu três reclamações, de consumidores de Brasília (DF) e Rio de Janeiro (RJ), questionando filme para TV do Banco Itaú, que convidava crianças a jogarem bola. Para os consumidores, há riscos em apresentar crianças de pouca idade brincando em vias públicas.

A relatora não viu, no filme, estímulo a comportamento perigoso. Por isso, recomendou o arquivamento, voto aceito por unanimidade.

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Anunciante: Ambev

Agência: F/Nazca S&S

Decisão: Arquivamento

Fundamentos: Artigo 27, nº 1, letra “a” do Rice

Mês/Ano Julgamento: Setembro/2012

Resumo: Por maioria de votos, o Conselho de Ética recomendou arquivamento de representação aberta por denúncia de consumidora de Piracicaba (SP), envolvendo publicidade para TV da cerveja Skol. Segundo a denúncia, a peça encerraria desrespeito à profissão médica. Para a autora do voto vencedor, a brincadeira contida no anúncio está amoldada à cultura popular.

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Anunciante: Lojas Marisa

Agência: AlmapBBDO

Decisão: Arquivamento

Fundamentos: Artigo 27, nº 1, letra “a” do Rice

Mês/Ano Julgamento: Setembro/2012

Resumo: Perto de vinte consumidoras de várias cidades questionam se anúncio em TV das Lojas Marisa, onde se alude ao fato de haver no país mais mulheres do que homens, é sexista.

A relatora, depois de receber a defesa enviada por agência e anunciante, não viu na peça publicitária os defeitos apontados pelas consumidoras. Por isso recomendou o arquivamento, voto aceito por unanimidade.

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Esse é super recente! Quem não acreditou nele, em? Pois é, esse viral mexeu com o coração de todo mundo para ajudar o cara apaixonado que perdeu o amor dele na balada. O irônico da história: era tudo propaganda de um celular. 

Anunciante: Nokia

Decisão: Arquivamento

Fundamentos: Artigo 27, nº 1, letra “a” do Rice

Mês/Ano Julgamento: Setembro/2012

Resumo: Filmes de aparência amadora foram postados em sites de rede social mostrando um jovem que afirma ter conhecido uma linda garota numa balada mas que perdeu o seu contato. Ele pede a ajuda dos internautas para localizá-la. Dias mais tarde, revela-se que tudo foi parte de uma campanha de lançamento de um telefone celular da marca Nokia. Dezenas de consumidores queixaram-se ao Conar, dizendo ter sido enganados pelo formato dos filmes, que sugere depoimento veraz.

Em sua defesa, a Nokia esclarece que usou na campanha recurso de marketing viral. Afirma que a manifestação das pessoas está dentro do contexto do próprio meio e também do tradicional teaser, o que é aceito pelo Código. Para o anunciante, a campanha é “diferente, nova e criativa”. Foi proposto o arquivamento, voto aceito por unanimidade.

Quem ainda não viu o vídeo, tá aqui.